
O jovem de hoje é escravo do capitalismo. Para ser considerado normal e "na moda" precisa seguir aquilo que é imposto pela mídia e pela Indústria Cultural. Ter um corpo magro e esguio é sinônimo de beleza, mas a maioria da população não atinge tais padrões estéticos. Na busca pelo corpo perfeito, surgem os distúrbios alimentares, o uso de anabolizantes, as cirurgias plásticas, os remédios...
No entanto, o que as pessoas não veem é que somente a indústria tem a ganhar com essa imagem "vendida" da beleza, porque na busca constante pela perfeição, estamos sujeitos a comprar qualquer coisa para sermos "felizes" e aceitos.
"(...) Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos
os logotipos de mercado.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas
indiossincrasias tão pessoais?
Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Eu sou a coisa, coisamente."
Carlos Drummond de Andrade
Em seu texto, Carlos Drummond de Andrade mostra como as pessoas deixam de lado suas ideias e seus gostos para se tornarem parte de uma sociedade massificada, onde a inclusão depende das aquisições. Contudo, podemos viver sem essa necessidade de consumo, de ter e ser tudo aquilo que é anunciado. Devemos ter nosso própios pensementos e concepções, não apenas conceitos generalizados pela mídia.
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